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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O Mangueirão respira por aparelhos

(Fogo: Divulgação)
No dia 4 de março de 1978, foi inaugurado o Estádio Olímpico do Pará Alacid Nunes, que depois ficou conhecido como Mangueirão. Sua primeira partida oficial foi entre a Seleção Paraense e a Seleção Uruguaia, onde os jogadores de Remo, Tuna e Paysandu aplicaram uma goleada de 4x0. 

O bandolão...
Em 1999, na final do campeonato paraense, foi registrado o maior público da história do estádio, 65 mil torcedores estiveram presentes num RexPa e viram o Remo vencer por 1x0.
Em 2000, o Mangueirão entrou em reforma para concluir a arquibancada. O estádio foi reaberto só em 2002, na reinauguração, Remo x Paysandu se enfrentaram e empataram por 2x2. O nome também mudou, Estádio Olímpico do Pará Alacid Nunes tornou-se Estádio Estadual Jornalista Edgar Augusto Proença. 
Palco não só de jogos de futebol, mas também de GPs de atletismo, o Mangueirão recebeu o maior público da América latina num GP Caixa, quando levou 42.640 pessoas para acompanhar o “torneio”. 
Paysandu x Boca Juniors 
O maior público depois da reforma foi visto em 2003, quando o Paysandu disputou a Copa Libertadores e enfrentou o Boca Juniors, foram 57.330 presentes para assistir esse grande jogo.
Veja os 7 maiores públicos:
1. Remo 1 X 0 Paysandu, 65.000 - 11/07/1999
2. Paysandu 1 X 1 Remo, 64.010 - (59.613 pagantes e 3.397 não pagantes), 29/4/1979
3. Paysandu 2 X 0 Fluminense, 60.000, 20/9/1998
4. Paysandu 2 X 4 Boca Juniors, 57.930, 15/05/2003
5. Remo 1 X 2 Paraná Clube, 56.000, 05/11/2000
6. Paysandu 1 X 2 Cruzeiro, 53.615, 31/7/2002
7. Remo 4 x 1 Tocantinópolis, 53.473, 18/9/2005
O Mangueirão foi palco de grandes jogos, vimos Paysandu enfrentar o Boca e lutar até o fim, vimos uma torcida orgulhosa de ver seu clube ir tão longe na libertadores. Vimos Paysandu vencer o Palmeiras guiado pela torcida, indo mais longe na Copa dos Campeões. Vimos o Remo subir empurrado por 53.473 torcedores, num jogo onde a torcida quase desacreditada, não arredou o pé. 
Remo x Tocantinópolis (Foto: Divulgação)
O palco de grandes emoções do torcedor paraense. O estádio que viu torcedor chorar de felicidade e alegria, que viu gritos de apoio ao time e também de revolta.  Hoje, este palco que poderia receber 45.007 torcedores, teve sua capacidade reduzida para 25 mil torcedores. Pois o mesmo não aguenta mais do que isso, não pode se manter de pé e trazer segurança para mais do que 25 mil torcedores.
Hoje, aquele que é conhecido como um dos estádios que “ainda faz o futebol respirar”, por dividir a torcida meio a meio no clássico-rei, está pedindo socorro, respirando por aparelhos e implorando uma nova reforma.
E nós, amantes do futebol paraense, gritamos em coro por ele. Chega de descaso, queremos o palco de muitas das nossas emoções com sua capacidade máxima. Pedimos socorro por ele que não pode falar, mas que se pudesse contaria toda sua história feliz e sua dor por estar assim.
Clássico-Rei da Amazônia (Foto: Diego B.)

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2 comentários:

  1. O correto era demolir o Mangueirão e refazer do zero.
    Motivos:
    1) Não é setorizado e não tem como ser, impedindo clubes de vender ingressos para todas as classes e ganhar dinheiro.
    2) Não tem saídas de emergências e rampas suficientes, chegar e sair da arquibancada é extremente desconfortável.
    3) Só suporta assentos e não cadeiras.
    4) Possuí pontos cegos para os eventos de atletismo afastando os grandes eventos internacionais que realmente importam.
    5) Não oferece conforto ao torcedor, é difícil chegar ao lugar de assistir ao jogo, não é setorizado, quem chegar primeiro senta no melhor lugar, banheiros são distantes, não há estrutura adequada para alimentação e lazer.
    Enfim, poderia ficar o dia relatando problemas.
    A questão não é precisar de uma reforma... Precisamos de uma arena que dê conforto as torcidas de Remo e Paysandu e que esteja a altura da paixão dos nossos torcedores.

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  2. Uma dica. Esta conversa de estádios setorizados tem também seus contras. Basta ver como o público tem se afastado da Arena Fonte Nova e Arena Pernambuco. No geral, os planos de negócio destas novas arenas são baseados em realidades bem distantes do torcedor brasileiro e cada vez mais as médias de público estão caindo. Copiar pura e simplesmente modelos europeus é um erro que custará caro (literalmente) aos brasileiros.

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