A visão feminina do mundo da bola no Pará.


terça-feira, 27 de setembro de 2016

Esmac é campeã do 2° turno e adia fim de Campeonato

(Foto: Fernando Torres)
A Esmac não tinha a melhor campanha do campeonato, tinha 21 gols a menos que o Paysandu na competição, além de ter sofrido o dobro de gols. As auriazuis tinham duas derrotas, enquanto que o Papão não somava nenhuma.

Neste momento, esqueça os números. Pois nesta final, de nada eles valeram. O time com melhor ataque e melhor defesa, não saiu na frente e passou 46' atrás no placar. Já que aos 38' do primeiro tempo, a Esmac saiu na frente com um golaço de fora da área de Anne. 

O empate alviazul só saiu aos 36' do segundo e foi marcado por uma atleta do time de Ananindeua, Lora cabeceou contra seu próprio gol. O placar que por boa parte da partida, daria o título a Esmac, acabou levando a disputa do título aos pênaltis. 

Novamente, os números ecoavam na cabeça das atletas da Esmac. No primeiro turno, a final foi decidida nos pênaltis, onde o Paysandu saiu campeão num 4-3. Porém, desta vez, tudo seria diferente. O alviazul perdeu a terceira cobrança com Perotes, o auriazul acabou perdendo a quinta, com grande defesa de Zane. 

Vídeo por Gildson Gregório 


Estava então nos pés de Cássia a responsabilidade de definir tudo, converter e levar a decisão para as cobranças alternadas ou perder e ver a Esmac soltar o grito de campeão. E ela acabou mandando na trave. Trave que em outros dois momentos salvou as meninas do time de Ananindeua durante a partida, tornou-as campeãs.

Com o vitória da Esmac, o Campeonato não teve seu fim e as equipes se enfrentarão novamente disputando a Taça Açaí. O jogo ainda não teve local definido, porém deverá ser neste domingo (02). Não deixe de ir prestar apoio a este esporte que tem tudo para crescer aqui no Pará. 


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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Quem são os culpados?



Foto: JL Rosa
A torcida, os jogadores, os dirigentes, o passado? Quem será? Você leitor consegue arriscar um culpado? Eu não sei quem é o culpado, mas poderíamos citar vários fatores que levaram até esse calvário que foi a derrota de 4x1 para o Fortaleza. O time estava apático? Goleiro fez várias besteiras em campo?

Sempre tentamos achar uma forma de amenizar nossa dor e até mesmo raiva de ver nosso time perder dessa forma.
Não sou formada em administração, muito menos em contabilidade sou uma torcedora que tenta prever o óbvio ou então tentar imaginar, de forma realista, o que de fato ocorreu.

Neste sábado acompanhei o jogo do Remo, e pela televisão é bem mais difícil analisar, mas em alguns lances, deu para perceber que o problema não é o TIME, acaba sendo algo individual. Porém, como o futebol é um esporte coletivo isso afeta no conjunto todo.

Agora te pergunto, você em uma empresa com mais 10 profissionais, sem receber salário, permaneceria com o bom desempenho da empresa? Podemos culpar os jogadores que estão sem salários e mesmo assim continuam jogando?

Desde o início do ano, o Remo vem mal das financias e quando algo não vai bem, reflete em campo. Não conquistamos o Campeonato Paraense, formos eliminados pelo rival na Copa Verde e agora na Série C vimos nossas esperanças serem abaladas.

Tentamos de todas as formas achar um culpado para o fatídico dia, entretanto, não olhamos para o passado. Não olhamos o fato de que o Clube foi afundado em dívidas e só sobrevive por causa da nossa torcida.

É, Remo, és gigante porque tens uma torcida enorme capaz de te levantar seja aonde for, que sempre segue te apoiando. Se vamos deixar de acreditar? Jamais. Só precisamos ser realistas e abrir os olhos. Afinal, quem pagará o preço?

SAZ!
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domingo, 22 de maio de 2016

Elas jogam pra mim

11 jogadores, o mesmo objetivo, o mesmo tempo de jogo, o mesmo esporte. As diferenças? Investimento, visibilidade, gênero. Por que o Futebol Feminino não recebe tantos olhares, como o Masculino?

Nós blogueiras do Cabanas em Campo, viemos mostrar as realidades enfrentadas dentro e fora de campo pelas meninas que correm atrás do sonho de ser jogadora. Hoje praticamente jogam somente por amor ao esporte, sem receber nada em troca.

A maior parte das atletas e até alguns técnicos (as) têm empregos que "bancam" o sonho dessas meninas continuar neste mundo da bola. Pois viver do futebol, infelizmente, ainda é coisa de homem. E não por falta de vontade dos que estão envolvidos nesse meio, que lutam diariamente por isso. Mas por culpa da mídia que não dá visibilidade, da federação que não dá as melhores condições e até mesmo do governo.

Por que não investir em algo com tanto potencial? Por que os torcedores não cobram dos clubes para valorizarem essas atletas e este esporte? Até quando o Futebol Feminino vai ser menosprezado simplesmente por ser praticado por mulheres? Até quando vamos deixar essas perguntas sem resposta?

O Cabanas em Campo apóia o Futebol Feminino e hoje lança a campanha: #ElasJogamPraMim. Que busca incentivar o torcedor paraense a acompanhar essas meninas.

Foto: Gabriel Lima

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quinta-feira, 5 de maio de 2016

A Grande Final

Há alguns anos, o Campeonato Paraense deixou de ser “só dos times da Capital”. Desde 2008 os times do interior começaram a evoluir e gradativamente, com isso, as disputas pelos títulos também começaram a ter novos personagens.

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domingo, 24 de abril de 2016

A banalização do Ídolo


Ídolo S.m.(gr. eídom, imagem; simulacro, de eidos, forma). Figurado 1. Pessoa admirada. 2. Pessoa a quem se atributa grande admiração, demasiado respeito ou excessivo afeto. 3. Personalidade que desfruta de grande popularidade. Sinônimo Venerado, Héroi, Figura e Ícone.

Há algum tempo, torcedores tinham visões diferenciadas do futebol e dos atletas. Era necessário que um jogador fizesse muito por um clube para ser considerado um ídolo. Nem sempre era necessária tamanha qualidade, se fosse aquele que salvasse o clube em todos os momentos que se era necessário. Como Zé Augusto e como Landu.

Hoje em dia o conceito foi banalizado. O Futebol Paraense decaiu, a qualidade, claramente, foi pelo mesmo caminho e o "ser ídolo" foi junto na queda. Vemos as torcidas de Remo e Paysandu darem esse status para jogadores que sequer ganharam algum título pelo clube. Fazendo Vandicks, Robgols, Alcinos e Belterras pensarem "eu que fiz tanto, hoje sou o mesmo que qualquer um..."

Fala-se qualquer um, pois hoje basta postar em redes sociais frases "demonstrando amor" pelo clube ou "zoando" o rival. Basta "agir como torcedor", que mesmo quando for exigido em campo e não consiga fazer absolutamente nada do que se espera, o torcedor permanece tendo carinho por ele. Porque hoje em dia um "ele se esforça" já vale mais do que um "ele esteve ali e fez o que queríamos quando precisamos".

A carência do torcedor faz com que ele veja ídolo onde não há. A saudade de Sandros e Iarleys, Arturs e Mesquitas, que deveria deixar os torcedores mais exigentes, os deixa propensos a achar que não haverão jogadores que chegarão a este nível.

O próprio torcedor se rebaixa e aceita um "menos pior" ao invés de querer um "melhor". O próprio diz que aquele que aquele não serviu num time que ele acha "maior", vai servir aqui. Porque hoje, ele se acostumou a se contentar com pouco.

Que busquemos mais Edils, mais Dicos, Biro-Biros Vandersons e Ginos. Que só aceitem como ídolo aqueles que se equiparem aos que já foram um dia, que saibam honrar os nossos grandes e não dêem status iguais para os pequenos.

E principalmente, que o nosso conceito de ídolo suba tão rápido quanto o nosso Futebol Paraense. Essa é a esperança que nos carrega.
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