A visão feminina do mundo da bola no Pará.


Mostrando postagens com marcador Futebol Feminino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Futebol Feminino. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Guia do Campeonato Paraense Feminino 2017

Em 2017, o Futebol Feminino do Pará teve motivos para comemorar. Além de, pela segunda vez na história, um time paraense ter conseguido conquistar uma competição de nível nacional, o Pinheirense também foi capaz de levar um enorme público na final do Brasileiro. Deixando os amantes do Futebol Feminino entusiasmados com o futuro e com a visibilidade que o esporte poderá ter no Campeonato Estadual deste ano.

No ano passado, o Campeonato Paraense Feminino começou no dia 15 de maio e teve seu fim apenas dia 12 de outubro, totalizando cinco meses de disputa. Mas por causa do novo modelo do Brasileirão, que estreou em 2017, a FPF se viu obrigada a adiar o início da competição e também modificar seu formato, buscando deixá-lo mais curto e enxuto.

Antes de começarmos a explicar o regulamento desta temporada e falar um pouco sobre os times participantes e seus estádios, te levaremos para fazer um passeio pela história do Campeonato Paraense de Futebol Feminino.


O 1º torneio feminino de futebol organizado pela FPF aconteceu em 1983 e foi dividido em dois turnos. No primeiro, o Remo saiu como o vencedor após empatar em 2-2 com a Tuna e a partida ser decidida na apuração de escanteios. No segundo, o clube azulino chegou novamente às finais, desta vez, contra o Paysandu e sagrou-se o primeiro campeão paraense de futebol feminino, vencendo-o por 1x0, com gol de Cebola.

Em muitos sites podemos encontrar afirmações que a FPF parou de realizar competições de futebol feminino depois deste torneio, voltando apenas em 1999. Porém, a história não confirma. Em conversa com ex-atleta do Paysandu e do Yamada, Wilma Helena, descobrimos que o Parazão aconteceu em 1984 e também no ano seguinte, em 1985. Sendo o Papão o time a levantar a Taça.

Entretanto, a violência tornou-se um fator preocupante no esporte. A rivalidade crescia e acabou tomando proporções muito grandes, principalmente entre Remo e Paysandu. As brigas não ficaram apenas entre as atletas, atingiram também dirigentes e treinadores, até mesmo as torcidas. Por conta disso, a organização acabou questionando a viabilidade do torneio e em 1986, a FPF resolveu parar de patrocinar o campeonato.

Em 1999, a Federação voltou a organizar o Campeonato Paraense de Futebol Feminino, foi quando a “Era Independente” começou. De 1999 à 2003 foram disputados cinco títulos e o Galo da Marambaia saiu com a taça em todas as cinco oportunidades. No ano seguinte, houve uma nova pausa no torneio e ele só voltou em 2007, quando o Independente sagrou-se campeão pela sexta vez. Sendo até hoje o maior vencedor do Parazão Feminino.
                           
Desde 2007 até hoje, o Parazão Feminino não parou mais. De 2008 para cá, foram 4 times campeões do estado. A Tuna garantiu 3 títulos (2011, 2013 e 2014), junto do Pinheirense, que também conquistou 3 (2009, 2010 e 2015), já a Esmac ficou em primeiro em duas oportunidades (2012 e 2016) e o Sacramenta apenas uma vez (2008).

Muita coisa mudou desde a primeira edição. O futebol feminino no Pará viveu vários momentos, algumas hegemonias e rivalidades mais saudáveis. Depois do Independente, dois treinadores se tornaram os responsáveis por dominar o Campeonato e são a rivalidade que engrandece o esporte no estado.


Desde 2011, os técnicos Aline Costa e Mercy Nunes chegaram a final do Parazão em todos os anos. Nos seis anos, ela sagrou-se campeã em quatro oportunidades, três vezes com a Tuna e uma pelo Pinheirense. Já ele conquistou dois títulos, ambos pela Esmac, o último no ano passado.

Uma curiosidade desta rivalidade é que Aline foi atleta de Mercy, sendo treinada por ele de 1999 a 2002. Este ano, a técnica comandará o Paysandu e o treinador comanda a Esmac. Ambos prometem estar se preparando bastante para chegar na final.

Finais Aline x Mercy
2011: Cruz Azul (Mercy) 0x1 Tuna (Aline)
2012: Tuna (Aline) 1x1 Esmac (Mercy) – 3x4
2013: Tuna (Aline) 3x1 Esmac (Mercy)
2014: Tuna (Aline) 1x0 Esmac (Mercy)
2015: Pinheirense (Aline) 1x0 Esmac (Mercy)

2016: Esmac (Mercy) 1x1 Paysandu (Aline) – 4x1
  •    O REGULAMENTO

Este ano o Campeonato terá 11 clubes participantes. A disputa será feita em quatro fases. A fase classificatória, as quartas de final, a semifinal e a final. Todos os confrontos do mata-mata serão definidos em partida única.

Na 1ª fase os clubes da chave A1 enfrentam os clubes da A2, num cruzamento de chaves, com jogos somente de ida. Ao final da última rodada, os quatro melhores colocados dos grupos se classificam para a segunda fase da competição. 

Nas quartas de final, serão feitas 4 chaves; “B1”, “B2”, “B3” e “B4”. Definindo os confrontos da fase desta maneira:

Na semifinal, o clube vencedor da B1 enfrenta o vencedor da B3 e o clube que sair vitorioso da chave B2 enfrenta o clube que vencer a B4. Os clubes vencedores disputarão o título de Campeão Paraense 2017 e também uma vaga na Série A2 do Brasileirão Feminino em 2018.
  • OS TIMES



Associação Atlética e Cultural Cabanos
Cidade: Ananindeua
Em 2016: 7º lugar (vice-lanterna)
Grupo: A1



Associação Atlética Tiradentes
Cidade: Belém
Em 2016: Não participou
Grupo: A1 



Associação E. B Estrela
Cidade: Belém
Em 2016: 5º lugar
Grupo: A2



Carajás Esporte Clube
Cidade: Outeiro
Em 2016: 4º lugar (participou como Time Negra)
Grupo: A2



Clube do Remo
Cidade: Belém
Em 2016: 8º lugar (desistiu do campeonato)
Grupo: A1




Escola Superior Madre Celeste (ESMAC)
Cidade: Ananindeua
Em 2016: Campeã
Grupo: A1



Grêmio Recreativo Bandeirante
Cidade: Ananindeua
Em 2016: Não participou
Grupo: A2



Paysandu Sport Club
Cidade: Belém
Em 2016: Vice-campeão
Grupo: A2



Pinheirense Esporte Clube
Cidade: Icoaraci
Em 2016: 3º lugar
Grupo: A2



Tapajós Futebol Clube
Cidade: Santarém
Em 2016: Não participou
Grupo: A2



Tuna Luso Brasileira
Cidade: Belém
Em 2016: Não participou
Grupo: A1






  • Primeira rodada
23/09 
9h30
Cabanos x Tapajós (Ceju – Campo I)

15h30
Remo x Carajás (Baenão)

24/09 
9h30
Esmac x Estrela (Ceju – Campo II)

15h30
Tuna x Paysandu (Souza)

Jogo alterado: Tiradentes x Pinheirense, no Abelardo Condurú, passou para o dia 18/10.
Folga: Bandeirante


Compartilhar:

quinta-feira, 27 de julho de 2017

A conturbada história do Futebol Feminino que podemos ajudar a reescrever

Rejeitado pela sociedade, o Futebol Feminino tem uma história conturbada no Brasil. Uma história recheada de preconceito que nos mostra que as dificuldades para praticar o desporto, ainda presente nos dias atuais, sempre existiram.

Em 1913 ocorreu a primeira partida “feminina” de futebol, num evento beneficente. As aspas se fazem necessárias porque, por um tempo, se pensou que este havia sido um jogo realizado só por mulheres, mas na verdade, entre os participantes havia homens vestidos para parecerem como uma, misturados a algumas, e poucas, mulheres. O primeiro jogo, de verdade, só ocorreu em 1921.

O esporte foi ridicularizado, foi exibido em circos, como uma “atração curiosa”. Já que para a socidade, era considerado “absurdo” que as mulheres participassem disso. O Futebol Feminino definitivamente não agradava as famílias conservadoras e por isso, no dia 4 de abril de 1941, na Era Vargas, surgiu o Decreto-Lei 3199, proibindo o esporte, junto de alguns outros, por ser considerado “incompatível com a natureza feminina”.
(Foto: Correio do Paraná/Reprodução)
Anos depois da proibição, em 1958, surgiu o primeiro time profissionalizado, o Araguari Futebol Clube. Porém não durou mais do que um ano, por pressão das freiras e dos religiosos, que fizeram o Decreto-Lei valer. Este só foi revogado em 1979. Foram 38 anos de preconceito gritado e depois deles, já vieram mais 38 de preconceito velado.

Porém, há quem diga que os tempos estão finalmente mudando para essas mulheres, que enfrentam de tudo para conseguir se tornar atletas. Na tarde do dia 26 de julho de 2017, tivemos a esperança de que isso fosse verdade. O Pinheirense levou cerca de 12 mil pessoas a Curuzu, na final da Série A2 do Brasileirão Feminino, num estádio com capacidade de 16 mil. Foi o maior público do estádio no ano. As filas intermináveis em volta do estádio e a imprensa em peso fizeram brilhar o olho dos amantes deste esporte que viram, finalmente, a valorização dele. Ao fim do jogo, a pergunta foi: isso vai durar?
(Foto: Marcelo Maciel)
Quem acompanhou o Campeonato desde o começo e buscou informações sobre o Brasileirão Feminino na grande mídia não teve retorno. Os locais e horários dos jogos não foram informados e, na primeira fase, sequer foi mencionada, por segundos que fossem, a situação dos times paraenses nessa Série A2. Sem notinha de rodapé. Nada. A jogada da mídia permaneceu a mesma: ignorar o esporte. Mas mesmo sem esse apoio e sem essa visibilidade, o Pinheirense garantiu o acesso (e foi campeão) e a Tuna só não passou para as fases finais por culpa do saldo de gols.

Imagina então se falassem mais, se elas pudessem ser mais mostradas e por conta disso, conseguissem um grande patrocínio. Imagina se elas pudessem fazer do futebol, o único meio de sustento, como acontece no masculino, sem precisar trabalhar em outros locais para manter o sonho.  

Imagina se nós pudermos fazer algo para mudar a situação que se encontra o Futebol Feminino, mostrando para a mídia que nós queremos saber sim, nós queremos que elas sejam mostradas e noticiadas, queremos saber quando tem jogo e onde ele vai ocorrer, porque nós queremos estar lá. Imagina se alguns de nós pudesse escolher não fazer certos comentários, escolher não propagar o preconceito. É… tudo isso nós podemos. Sim, nós podemos nos tornar responsáveis por reescrever toda essa história conturbada e cheia de preconceito. Basta querer. Querer fazer parte, querer ser o apoio que elas precisam.
Compartilhar:

quarta-feira, 12 de julho de 2017

A trajetória do Pinheirense na luta pelo acesso

(Foto: allsportsphotoagency)
Foram necessários nove jogos para que o Pinheirense pudesse chegar a final do Brasileiro Feminino, conquistando também o acesso à Série A1. Com uma campanha espetacular e para ninguém botar defeitos, o General da Vila driblou o preconceito e a falta de incentivo e fez história.

CAMPANHA

O Pinheirense começou a Série A2 fora de seus domínios, mas se sentiu em casa ao derrotar o Duque de Caxias-RJ por 2x1, no Estádio Romário Souza, com dois gols da Pingo. Conquistar pontos fora de casa era de extrema importância, porém, ainda mais importante para o time comandado por Aline Costa, era não perder pontos jogando dentro de casa. E em sua estreia em Belém, isso se fez valer. Sem pontos ou gols perdidos, o General goleou o Viana-MA por 6x0, no Abelardo Conduru. Dessa vez, Cíntia, Irley 2x, Pingo, Leila e Perotes foram as responsáveis por balançar as redes. Sendo que apenas no primeiro tempo, 4 destes 6 foram marcados.

Apesar de começar a estampar a liderança do grupo 1, o PEC ainda mantinha os pés no chão. A trajetória só estava começando. Na terceira rodada, o Pinheirense teve um de seus jogos mais difíceis no Campeonato, contra o Tiradentes-PI. O time paraense saiu atrás e conseguiu o empate com Irley e a virada com Pingo, mas sofreu o 2x2 e voltou para casa com apenas um ponto na bagagem. Em Icoaraci, o General enfrentou o Mixto-MT e goleou mais uma vez, um belíssimo 4x0, com gols marcados por Jeane, Irley e Cassia 2x.
(Foto: allsportsphotoagency)
Na quinta rodada, num duelo de conterrâneos, o Pinheirense enfrentou a Tuna Luso e, no jogo mais difícil do time na Série A2, quase perdeu, porém mais uma vez, Irley marcou, empatou a partida e impediu o PEC de ser derrotado pela primeira vez na competição. E cada vez mais consolidado na liderança, o time enfrentou o Náutico, na Arena Pernambuco, na penúltima rodada da primeira fase e derrotou o alvirrubro por 3x0, com gols de Cassia, Jeane e Pingo. Na sétima rodada o General da Vila enfrentou o JV Lideral, no Abelardo Conduru e aplicou mais uma goleada, um novo 6x0. Irley 2x, Cintia, Cassia 2x e Pingo foram as responsáveis por levar o time a segunda fase da competição como líder absoluto.

Faltavam apenas dois passos para o tão sonhado acesso à Série A1 e o time que ficou invicto durante toda a primeira fase, não tinha interesse em abrir mão do sonho. Na primeira partida da semifinal, o Pinheirense enfrentou o Caucaia-CE, no Estádio Raimundo de Oliveira e venceu por 2x1, com gols de Pingo e Cíntia.

No segundo jogo da semifinal, nesta quarta-feira (12), o General da Vila jogou às 15h, num calor sem igual, mas nem isso foi capaz de afetar o desempenho do time. Cassia abriu o placar com um belissímo gol de falta aos 12’ do primeiro tempo e, apenas três minutos depois, Lauze apareceu na área para cabecear para o gol, depois de uma cobrança de escanteio. Parecia que a zaga do time cearense estava totalmente perdida e realmente estava. Aos 20’ Jeane driblou todas as marcadoras, deixou a goleira no chão e marcou um golaço. Aos 40’, Irley recebeu cruzamento de Leila e cabeceou para encobrir arqueira rubronegra.

Não parou por aí, o 4x0 não era o suficiente, o Pinheirense queria mais, queria o acesso e a vaga na final com uma goleada ainda maior. Na segunda etapa, com 26’, Irley recebeu um passe de Cassia e, de fora da área, mandou uma bomba, ampliando o placar na Curuzu. No minuto seguinte, Pingo recebeu a bola na área e acertou a trave, no rebote, ela mesma acertou, fazendo o sexto e último gol da partida.

FINAL

O acesso é mais um marco na história do General da Vila, que busca ir ainda mais longe e se tornar o primeiro campeão da Série A2. O time de Icoaraci chegou até aqui com muito empenho, mas com pouco apoio e pouco incentivo. Elas terão a oportunidade de ganhar o primeiro título brasileiro da história do clube e você pode fazer parte disso. Você pode ser esse apoio e esse incentivo que o futebol feminino tanto precisa.

Na próxima quarta-feira, dia 19, o Pinheirense enfrenta a Portuguesa, no primeiro jogo da final, que deverá acontecer no Canindé e ainda não tem horário definido.
Compartilhar:

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Guia do Brasileirão Feminino A2

O Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino já existe desde 2013, quando o Centro Olímpico, de São Paulo, sagrou-se o primeiro campeão. 4 edições depois, a CBF resolveu organizar uma segunda divisão da competição, buscando profissionalizar o futebol feminino cada vez mais. 

A estreia da Série A2 ocorre nesta quarta-feira (10) e o Cabanas em Campo quer te fazer entender melhor a competição que conta com dois participantes paraenses: Tuna Luso Brasileira e Pinheirense Esporte Clube.

Critério para as vagas:

2017 - No ano de estreia do Campeonato, os 16 times melhores colocados no Ranking da CBF de Futebol Feminino, que não disputam a primeira divisão, disputam a Série A2.

2018 - No ano seguinte, a disputa muda. Entram os 2 rebaixados da Série A1, o primeiro estado do Ranking Nacional das Federações tem direito a uma vaga e os demais estados terão 1 representante na fase preliminar.

Formato de disputa: 

A Série A2 será disputada em 3 fases. Na primeira, de pontos corridos, os dezesseis clubes serão dividos em dois grupos de oito cada. Os dois primeiros de cada grupo se classificam para a segunda fase, a semifinal da competição, que é disputada num mata-mata. Os vencedores se classificam para a final da competição, terceira fase, e ganham vaga na Série A1.

Desempate:

Em caso de empate na primeira fase, o critério de desempate serão aplicados na seguinte ordem: 1- Número de vitórias. 2- Saldo de gols. 3- Gols marcados. 4- Número de cartões vermelhos. 5- Número de cartões amarelos. 6- Sorteio. 

Participantes:

ADECO - Associação Desportiva Centro Olímpico
Cidade: São Paulo (SP)
Mando de jogo: Baetão
Forma de classificação: 9° no Ranking da CBF

Aliança Futebol Clube
Cidade: Goiânia  (GO)
Mando de jogo: Accioly
Forma de classificação: 33° no Ranking da CBF

América Futebol Clube - MG
Cidade: Belo Horizonte (MG)
Mando de jogo: Independência
Forma de classificação: 19° no Ranking da CBF 

Botafogo Futebol Clube - PB
Cidade: João Pessoa (PB)
Mando de jogo: Almeidão
Forma de classificação: 20° no Ranking da CBF

Caucaia Esporte Clube
Cidade: Caucaia (CE)
Mando de jogo: Raimundão/Campo do Uniclinic
Forma de classificação: 10° no Ranking da CBF

CRESSPOM - Clube Recreativo e Esportivo de Sub-Tenentes e Sargentos da Polícia Militar
Cidade: Brasília (DF)
Mando de jogo: Abadião
Forma de classificação: 23° no Ranking da CBF

Duque de Caxias Futebol Clube 
Cidade: Duque de Caxias (RJ)
Mando de jogo: Marrentão
Forma de classificação: 11° no Ranking da CBF

JV Lideral Futebol Clube
Cidade: Imperatriz  (MA)
Mando de jogo: Frei Epifânio 
Forma de classificação: 32° no Ranking da CBF

Mixto Esporte Clube
Cidade: Cuiabá  (MT)
Mando de jogo: Arena Pantanal
Forma de classificação: 21° no Ranking da CBF

Clube Náutico Capibaribe
Cidade: Recife (PE)
Mando de jogo: Aflitos
Forma de classificação: 31° no Ranking da CBF

Pinheirense Esporte Clube
Cidade: Icoaraci, Belém (PA)
Mando de jogo: Francisco Vasques*
Forma de classificação: 14° no Ranking da CBF

Associação Portuguesa de Desportos
Cidade: São Paulo (SP)
Mando de jogo: Canindé
Forma de classificação: 16° no Ranking da CBF

Associação Esportiva Tiradentes
Cidade: Teresina (PI)
Mando de jogo: Albertão
Forma de classificação: 15° no Ranking da CBF 

Tuna Luso Brasileira 
Cidade: Belém (PA)
Mando de jogo: Francisco Vasques*
Forma de classificação: 22° no Ranking da CBF 

União Desportiva Alagoana
Cidade: Maceió (AL)
Mando de jogo: Rei Pelé
Forma de classificação: 30° no Ranking da CBF 

Esporte Clube Viana
Cidade: Viana (MA)
Mando de jogo: Daniel Filho
Forma de classificação: 13° no Ranking da CBF 

* Campo vetados pela CBF (podem jogar na Curuzu ou outro estádio) 

Grupos:

Grupo 1: Duque de Caxias, JV Lideral, Mixto, Náutico, Pinheirense, Tiradentes, Tuna e Viana
Grupo 2: Aliança, América MG, Botafogo PB, Caucaia, Adeco, Cresspom, Portuguesa, União Desportiva.

Estreias dos Paraenses:

11/05 - 15h00 - Duque de Caxias x Pinheirense - Marrentão

11/05 - 16h00 - Tuna Luso x Náutico - Curuzu
Compartilhar:

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Esmac é campeã do 2° turno e adia fim de Campeonato

(Foto: Fernando Torres)
A Esmac não tinha a melhor campanha do campeonato, tinha 21 gols a menos que o Paysandu na competição, além de ter sofrido o dobro de gols. As auriazuis tinham duas derrotas, enquanto que o Papão não somava nenhuma.

Neste momento, esqueça os números. Pois nesta final, de nada eles valeram. O time com melhor ataque e melhor defesa, não saiu na frente e passou 46' atrás no placar. Já que aos 38' do primeiro tempo, a Esmac saiu na frente com um golaço de fora da área de Anne. 

O empate alviazul só saiu aos 36' do segundo e foi marcado por uma atleta do time de Ananindeua, Lora cabeceou contra seu próprio gol. O placar que por boa parte da partida, daria o título a Esmac, acabou levando a disputa do título aos pênaltis. 

Novamente, os números ecoavam na cabeça das atletas da Esmac. No primeiro turno, a final foi decidida nos pênaltis, onde o Paysandu saiu campeão num 4-3. Porém, desta vez, tudo seria diferente. O alviazul perdeu a terceira cobrança com Perotes, o auriazul acabou perdendo a quinta, com grande defesa de Zane. 

Vídeo por Gildson Gregório 


Estava então nos pés de Cássia a responsabilidade de definir tudo, converter e levar a decisão para as cobranças alternadas ou perder e ver a Esmac soltar o grito de campeão. E ela acabou mandando na trave. Trave que em outros dois momentos salvou as meninas do time de Ananindeua durante a partida, tornou-as campeãs.

Com o vitória da Esmac, o Campeonato não teve seu fim e as equipes se enfrentarão novamente disputando a Taça Açaí. O jogo ainda não teve local definido, porém deverá ser neste domingo (02). Não deixe de ir prestar apoio a este esporte que tem tudo para crescer aqui no Pará. 


Siga-nos: @cabanasemcampo
Compartilhar:

domingo, 22 de maio de 2016

Elas jogam pra mim

11 jogadores, o mesmo objetivo, o mesmo tempo de jogo, o mesmo esporte. As diferenças? Investimento, visibilidade, gênero. Por que o Futebol Feminino não recebe tantos olhares, como o Masculino?

Nós blogueiras do Cabanas em Campo, viemos mostrar as realidades enfrentadas dentro e fora de campo pelas meninas que correm atrás do sonho de ser jogadora. Hoje praticamente jogam somente por amor ao esporte, sem receber nada em troca.

A maior parte das atletas e até alguns técnicos (as) têm empregos que "bancam" o sonho dessas meninas continuar neste mundo da bola. Pois viver do futebol, infelizmente, ainda é coisa de homem. E não por falta de vontade dos que estão envolvidos nesse meio, que lutam diariamente por isso. Mas por culpa da mídia que não dá visibilidade, da federação que não dá as melhores condições e até mesmo do governo.

Por que não investir em algo com tanto potencial? Por que os torcedores não cobram dos clubes para valorizarem essas atletas e este esporte? Até quando o Futebol Feminino vai ser menosprezado simplesmente por ser praticado por mulheres? Até quando vamos deixar essas perguntas sem resposta?

O Cabanas em Campo apóia o Futebol Feminino e hoje lança a campanha: #ElasJogamPraMim. Que busca incentivar o torcedor paraense a acompanhar essas meninas.

Foto: Gabriel Lima

Compartilhar:

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Paysandu no Futebol Feminino

A falta de times femininos no estado do Pará é grande.Desta vez contaremos com apenas 6 times para disputar o Paraense e uma possível vaga para o Brasileiro e Copa do Brasil.
Compartilhar:

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Pinheirense amarga eliminação em casa

Chuva forte castigou o São José no etapa final (Foto: Rodrigo Pinheiro | @RodrigoPinhro)
Na tarde de ontem (10), o Pinheirense enfrentou o São José-SP na quarta rodada do Brasileirão, lutando por uma chance de classificação. O time precisava vencer para manter o sonho de passar para a próxima fase. Mas com o placar nada favorável às donas da casa, o clube perdeu, além do jogo, a chance de seguir no Campeonato.
Compartilhar:

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Pinheirense busca a primeira vitória

    Foto: Ascom/Pinheirense 
Hoje, o Pinheirense, único time paraense na competição, entra em campo, para o segundo jogo da equipe pelo campeonato brasileiro feminino de futebol. 3ª Rodada, grupo 3. No estádio Pedro Basso em Foz do Iguaçu, o seu adversário é o Foz Cataratas.
No último dia 27, empatou com o Caucaia-Ce jogando em casa. O time paraense ofensivo, e taticamente bem planejado iniciou a partida abrindo um placar 2X0 sobre as adversárias, fazendo boas triangulações e ditando o ritmo de jogo, mas sofreu o empate no final do segundo tempo, fator atribuído visivelmente ao condicionamento físico das jogadoras.
Com o time formado faltando 14 dias para a competição, e com somente oito dias de treino, segundo palavras do presidente interino do Clube, o time mostrou qualidade, e talentos individuais como o de Cássia, Milene, Pingo, Eliane e Suelen.
Sem contar com o apoio das instituições de futebol do estado, o time que é tri campeão paraense e vice campeão nacional, tenta mais uma vez se sobressair e conseguir dar visibilidade ao futebol feminino local, mesmo que as circunstâncias não lhe sejam favoráveis, que não tenha o apoio o merecido, e que os holofotes estejam apagados.
O “Cabanas em Campo”  tenta fazer a sua parte e mostrar ás meninas do Pinheirense que elas não estão sozinhas, estamos com elas, elas nos representam, e mesmo que a imprensa do estado ignore a sua existência, nós não ignoramos. Avante Pinheirense!
Compartilhar:

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A estreia do Pinheirense e as entrevistas sobre o Futebol Feminino

Na tarde de ontem (27), o Pinheirense estreou no Brasileirão Feminino enfrentando o Caucaia-CE, que havia goleado o Vitória na sua estreia por 5x0. As meninas do Pinheirense imaginavam que seria difícil, mas quase conseguiram vencer no Souza. O jogo terminou 2x2 com oportunidades reais de vitória do clube paraense.
(Foto: Luciana Backsmann)
E o Cabanas entrevistou as garotas do Caucaia e do Pinheirense, além de ter conseguido uma palavra do presidente do clube paraense. A nossa colunista Luciana comandou a entrevista:

Compartilhar:
Postagens mais antigas → Página inicial

Inscreva-se

Translate

Tecnologia do Blogger.