A visão feminina do mundo da bola no Pará.


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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Prazer, meu nome é São Francisco

(Foto: Tamara Saré)
Nascido em 1929, mais precisamente no dia 30 de outubro daquele ano, me tornei a agramiação de futebol que conseguiu sobreviver por mais tempo na minha cidade. Fui criado por jovens sem grandes pretensões, mas acabei mudando.

No começo de tudo, eu me chamava São Francisco Sport Clube e eu usava preto e branco, acreditem, mas tudo por falta de opção no comércio de Santarém. Pouco depois surgiria meu maior rival, São Raimundo, que acabou utilizando as mesmas cores e que permaneceu com elas. Mais tarde, eu me tornei azulino.

No meu primeiro Campeonato Santareno, em 1949, não disputei o torneio até seu fim. Achava errado que os jogadores adversários pudessem usar de violência sem ser punidos. No ano seguinte, voltei a disputá-lo e por 7 anos consecutivos (1950, 1951, 1952, 1953, 1954, 1955, 1956), fui campeão de Santarém.

Eu mudei, em 1997 fui campeão da segundinha de forma invicta, conquistando o direito de disputar a primeira divisão do Parazão, fiz uma grande campanha no Campeonato Estadual, fiquei em 4º lugar e garanti uma vaga na terceira divisão nacional, onde também fiz uma boa participação e quase fui para a fase final, porém meu rival me eliminou nos pênaltis e eu fiquei em 19º lugar, de sessenta e cinco clubes participantes.

Em 2000, tive meu ano mais difícil, fui rebaixado no Paraense e disputei minha última partida oficial. Depois do Parazão, entrei em uma crise financeira e tive que me afastar um pouco. Fiquei jogando alguns campeonatos municipais por nove anos, tudo parecia perdido, até que em 2010 resolvi voltar. O começo foi bastante complicado, joguei a segundinha, mas mesmo sendo um dos favoritos ao acesso, meu passado não falou mais alto e fiquei na última posição do meu grupo, sem nem conseguir classificar para as fases finais.

Em 2011, fiz uma campanha fantástica na segunda divisão e com o apoio da minha torcida, que nunca me abandonou, venci o Time Negra por 3x1 e garanti meu acesso à primeira divisão do Campeonato Paraense. Fui vice-campeão naquele ano.

No ano passado, venci a Taça Estado do Pará, minha maior campanha no Parazão. Acabei sendo vice-campeão do Estadual, perdi a final para o Paysandu. Isso me garantiu uma vaga na Série D e a oportunidade de disputar pela primeira vez a Copa do Brasil, os bons anos finalmente pareciam voltar, eu estava feliz e minha torcida também.

Este ano está sendo difícil novamente, pelo menos no Campeonato Paraense. Porém tem uma coisa que ainda está falando mais alto dentro de mim, escrevi mais um capítulo da minha enorme história, na minha primeira participação na Copa do Brasil, consegui chegar na segunda fase, eliminei o Botafogo-PB, que era líder do Campeonato Paraíbano, vencendo-o por 3x0. Essa semana sofri a eliminação no Mineirão e mesmo tendo doído, sei que comecei a escrever um pedaço pequeno de algo que pode ser enorme.

Prazer, eu sou o São Francisco Futebol Clube, o Leão Santareno. A cada dia luto para que minha história se perpetue, mesmo com todas as dificuldades e mesmo tendo que lutar por espaço dentro do meu próprio estado. Eu tenho muitos sonhos ainda para serem realizados e com a minha enorme torcida me apoiando, sei que vou realizar muitos deles.

“Nós sabemos do desafio, mas quando dizemos a Deus o tamanho do nosso problema, Ele pergunta qual o tamanho da sua fé?”


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quarta-feira, 16 de março de 2016

Um amor supersticioso

(Foto: Divulgação)
Quando o assunto é futebol, nada nunca vai ser o suficiente. O amor por esse esporte e, consequentemente, por algum time é capaz de nos fazer acreditar em coisas que aos olhos de pessoas "normais" são absurdas. A graça da modalidade é justamente essa: ser exagerado, escrachado. Tudo é em excesso e se não for, fazemos um protesto pra ser.

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Te LevantaREMOs

Foto: Salim Wariss
Nem sempre é o que esperamos ou o que gostaríamos de assistir. Claro, cada torcedor gostaria de ver o seu time jogar como os grandes times europeus ou até fazer aquele jogo meia boca, mas saindo com bons resultados.
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quarta-feira, 9 de março de 2016

Futebol e Açaí é o que eu preciso.

Ei maninho, tu aí, nasceste onde? Se fores paraense te abicora por aqui, mas se não fores, não tem problema, nós arredamos pra tu sentares do nosso ladinho, pois hoje vamos falar sobre futebol paraense e açaí. Afinal, no que se parecem?
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terça-feira, 8 de março de 2016

Cômico seria se não fosse trágico

Leia até o fim
  • Dicas para ir ao estádio 

  1. Se você tem um namorado que é fanático por futebol, vá ao estádio para agradá-lo, este é único fator plausível para que nós mulheres frequentemos tal recinto.
  2. Depois de decidir ir ao estádio para agradar ao seu amado a segunda dica é: Seja discreta. Se possível não se mexa e não fale, não olhe para os lados, e só abra a boca se o time para o qual seu namorado torce fizer gol, mas certifique-se que você está comemorando o gol do time certo, fique atenta garota.
  3. Terceira dica, e não menos importante, vista-se de forma adequada, sempre atenta aos bons modos e bons costumes, Não seja vulgar, roupas curtas despertam o que há de pior no homem. A culpa não é dele, é instintivo, quem tem que se preservar é você. A roupa mais adequada para a mulher de honra que quer ir ao estádio é: calça jeans, tênis neutro e blusa larga, a maior que você encontrar, nada de blusas que definam suas curvas.  No caso de dúvida use burca, preto é básico e nunca sai de moda.
  4. Quarta dica. Se algum torcedor do sexo masculino assobiar para você, chamá-la de "gostosa", "bunduda", "linda" e afins, sorria e acene, afinal você invadiu o território dele, e é sua obrigação saber lidar com essas situações, e até se sinta lisonjeada, afinal faz bem pra qualquer mulher escutar "vou dá-lhe nesse charque" quando se esta procurando um lugar para assistir ao jogo. E nunca revide, é falta de respeito com os torcedores, sua beleza está ali para ser admirada, e para isso você existe enquanto mulher.
  5. Pense bem antes de falar, está é a quinta dica. É sabido que nós mulheres não entendemos de futebol, impedimento, formação tática, tiro de meta, escanteio, prorrogação, mata-mata, pontos corridos, são termos que não fazem parte do nosso vocabulário e que só vamos entender no dia em que formos boas motoristas, no dia de são nunca. Então não ouse falar sobre o que você não entende. O silêncio é elegante.
  6. A sexta dica para a mulher que quer agradar seu parceiro indo ao estádio de futebol é: jamais, em hipótese alguma tiete os jogadores. Tente se concentrar só na bola, jamais olhe para os pés que movem a bola, pois os pés levam as pernas que nos levam as coxas e nós não sabemos nos controlar quando estamos diante de um belo par de pernas masculinas. Então se concentre unicamente na bola, e em hipótese alguma aprenda o nome dos jogadores. Num jogo a única coisa que deve lhe interessar é a felicidade do seu amado. Se cubra com o manto do time dele de coração (por cima da burca mesmo, aguente o calor) e sorria. Lembre-se da sorte que é ter alguém tão especial ao seu lado.
  7. Última dica: Faça sempre o que lhe ordenarem para sua própria segurança, se dê ao respeito antes de exigir respeito, nada de roupas e nem de comportamento que não sejam compatíveis com o de uma mulher honrada. O comportamento masculino é reflexo de como nos comportamos. E mesmo que você pague o ingresso, compre a camisa, seja uma sócia torcedora que contribua ativamente com o clube do coração do seu amado, seus direitos não são iguais. O futebol é um território masculino, é onde o homem pode ser ele mesmo, não se atreva a querer ir além do que lhe é permitido. Jamais. Pois dentro de um estádio você é convidada e não torcida. Entenda isso e se ponha no seu lugar.
O texto acima pode até parecer absurdo a primeira vista, mas não é. Queríamos que fosse. Esse foi escrito ironicamente, inspirado num texto real publicado num dos maiores blogs nacionais voltados para o público feminino. Clique e confira.
A realidade que encontramos seria cômica se não fosse trágica. 


Mas estamos aqui para dizer que não, não temos que usar o bom humor para superar os assédios que nos é imposto dentro dos estádios.  Não temos que nos vestir pensando na forma como o outro vai nos olhar, mas sim de forma confortável que nos permita torcer, com maior conforto, para nosso time do coração. E não, não vamos deixar que nos digam como agir e o que fazer. Pagamos ingressos. Somos Sócio-Torcedoras. Contribuímos como qualquer outro torcedor e amamos nosso time com todas as forças, e por isso pedimos as nossas leitoras que só se importem com uma coisa quando forem ao estádio: Sejam torcedoras. Torçam do seu jeito. E jamais abaixem a cabeça. Você merece estar ali tanto quanto qualquer outro que está ao seu lado. Nós lutamos não para sermos melhores, mas para sermos iguais. Viva 08 de Março e a igualdade de gêneros.  
Lutamos por nós, por elas e pelas que ainda hão de nascer. (Foto: @yurenn_ | Salim Wariss)
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segunda-feira, 7 de março de 2016

Planejamento: o sucesso de um Campeão.

O Presidente Alberto Maia comemorando o título.
Foto: Fernando Torres/AscomPSC
Digamos que o Campeão não deu início à sua glória em 2016, iniciou o seu trabalho quando o técnico Dado Cavalcanti foi contratado, um trabalho de longos meses, perdendo uma semi final pro rival e logo depois uma final. E quem disse que isso acabou por aí? Os frutos estavam sendo plantados e logo mais iriam ser colhidos. E não é que foram?!
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A primeira recompensa de Dado

(Foto: Ney Marcondes/DOL)
No dia 25/02, Dado Cavalcanti completou um ano no comando do Paysandu. O técnico ainda não havia ganhado nenhum título, mas seu trabalho e sua inteligência fizeram o treinador ganhar a confiança da diretoria e de boa parte da torcida.

Ele chegou como um bom nome e começou bem, mas acabou perdendo o segundo turno do Paraense e sendo eliminado da Copa Verde. Normalmente, isso é motivo suficiente para demissão. Ainda mais aqui no Pará. Uma parte da até torcida cobrou sua saída. Mas a diretoria ficou ao lado do técnico e resolveu mantê-lo.

Na Copa do Brasil, vimos o Paysandu ir longe, jogar com o Fluminense de igual para igual, mesmo que estivéssemos em uma Série inferior. Já na Série B, Dado fez um trabalho ainda melhor, mostrou seu potencial e fez a torcida ver o que não via há muitos anos. Por muito pouco não levou o clube à elite do futebol brasileiro. Em alguns momentos, foi criticado pela torcida, por substituições que só ele entendia, o mesmo “gentilmente” nos calou, suas mudanças acabavam sendo importantes de alguma forma para o jogo, ou fazendo gols, ou dando assistências, entre outras coisas.

No final do ano foi a vez da torcida pedir para que ele ficasse, os torcedores sabiam que o trabalho do treinador seria recompensado em algum momento. Essa era a hora de manter, manter alguém que já conhecia o clube, manter quem já conhecia o campeonato e que agora podia começar um trabalho do começo, montando um time ainda mais competitivo.

Ontem, Luís Eduardo Barros Cavalcanti, finalmente ganhou sua primeira recompensa, seu primeiro troféu pelo Clube. Se, muitas vezes culpamos técnicos por desempenho ruim dos jogadores, hoje devemos reconhecer e agradecer a ele que fez o Paysandu diferente. Ele que, finalmente, recebeu o que merecia e viu a torcida abraça-lo.
(Foto: Fernando Torres/ASCOM Paysandu)
Parabéns, Dado, que essa seja a primeira de muitas conquistas pelo nosso amado clube. A torcida agradece todo o esforço e te apoia, torcendo para que consigas fazer ainda mais. 


Cássia Gouvêa - Paysandu
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quarta-feira, 2 de março de 2016

Tu nunca estarás só!

(Foto: 1 Salim Wariss | 2 Gabriel Lima)
Pensa nos momentos difíceis da tua vida. Pensa em todas as lágrimas. Lembra das noites que não conseguiste dormir. Lembra daquela música que só te fazia querer desistir. Tenta reviver o sentimento do "Por que eu?". Tenta resgatar os dias que acordaste desejando que tudo apenas desse certo. 

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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Qual o preço de torcer?


    No futebol moderno parece que é bem alto.
Torcida do Palmeiras protestando pelos altos preços de ingressos (Foto: Divulgação)
06 de março, Remo e Paysandu duelam pela final do 1º turno da Taça Cidade de Belém (campeonato paraense). Um clássico que será marcado pela ausência de todos, pela presença de alguns. Com ingressos a 70,00 e 140,00 arquibancada e cadeira respectivamente e entrada liberada para os Sócios Torcedores.
As diretorias dos clubes optaram por um espetáculo quase que restrito a um determinado público. Esquecem que num passado não tão distante, o torcedor que carregou o time nas costas era medido pelo tamanho do seu amor e não pelo seu poder aquisitivo.
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O Mangueirão respira por aparelhos

(Fogo: Divulgação)
No dia 4 de março de 1978, foi inaugurado o Estádio Olímpico do Pará Alacid Nunes, que depois ficou conhecido como Mangueirão. Sua primeira partida oficial foi entre a Seleção Paraense e a Seleção Uruguaia, onde os jogadores de Remo, Tuna e Paysandu aplicaram uma goleada de 4x0. 
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Estereótipos no mundo da bola


A sociedade carrega nas suas veias o sangue "rotulatório positivo". Para tudo criamos rótulos, classificações, nomes, títulos, para tudo temos um pré-conceito formado baseado no que vemos. Isso é "natural" vindo de um mundo que foi visto e vivido historicamente pelo lado europeu, que julgavam como bárbaros aquilo do qual não tinham conhecimento. Para tudo criamos "ah, mas você é assim né".

Passamos o tempo todo querendo ser aceitos, bem ou mal "temos" que provar que somos algo, que fazemos parte de algo para poder nos encontrar enquanto pessoas, é automático. 

Desde quando nascemos e somos "um bebê tão lindo que dá pra ir para televisão" até a nossa velhice "você tá na terceira idade e é tão disposto né? Nem parece a maioria das pessoas mais velhas". Somos classificados por terceiros e às vezes, isso é tão importante que acabamos esquecendo quem somos.

No mundo do futebol não poderia e, definitivamente, não é diferente. Vamos a alguns... Todos os jogadores são taxados de "galinhas", dizem que todos são infiéis às suas parceiras. Meninos negros geralmente sabem jogar mais que meninos brancos e "de prédio" pois os primeiros possuem a "malícia" que os pobres meninos ricos não têm. Jogador em geral é burro, porque só joga bola e nenhum gosta de ir pra aula. É considerado tão normal que quando aparece um menino que joga bola e tem uma faculdade, vira até matéria em programas esportivos.

E o que falar das mulheres? As mais rotuladas no mundo da bola. Se a mulher é muito bonita e gosta de futebol, obviamente é Maria Chuteira. Porque "bonita e vendo jogo? Só pode estar assistindo para ver as pernas dos jogadores". E se é 'feia' "Ah, essa diz que gosta de futebol pra chamar atenção de homem, uma das formas de arranjar". E se sabe jogar futebol? "Claro que é sapatão". Se a mulher sabe jogar bola, gosta do esporte e é feminina, é considerada um alien, porque essas coisas não conseguem conviver unidas.

São tantos padrões, tantos pré-requisitos para gostarmos/sermos algo que chega a ser impossível se encaixar perfeitamente em algum padrão. Nunca estará bom o suficiente. A verdade é nunca seremos aceitos totalmente. Ainda bem. Já imaginaram o nosso fantástico mundo futebolístico seguindo todas as regras impostas pela sociedade? Não, não seria o nosso futebol. Então se você é negro, branco, amarelo, se é top model ou nunca vestiu uma saia, não se acanhe, não se importe, de verdade nada disso conta. Aqui tem espaço para todos. E ali nas quatro linhas, meu amigo, o que vale é aquele objeto redondo dentro do gol. Nessa hora não existe nem ateu.

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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Há 13 anos...

Há 13 anos o Paysandu Sport Club apresentava-se à América. O clube sagrava-se o primeiro, até hoje o único, clube do Norte do Brasil a jogar a Copa Libertadores.
Hoje, 13 anos após sua estreia,viemos relembrar um pouco mais da trajetória do time paraense.

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Dia de Leão

Olá, Clube do Remo, hoje é o seu aniversario são 111 anos de muitas batalhas, umas vencidas outras perdidas, quanto orgulho tenho em fazer parte desse fenômeno. Esse tal fenômeno que te segue a todo lado, e tu te orgulhas disso?
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Segunda rodada do Parazão 2016

A segunda rodada do Paraense teve inicio nessa quarta-feira (03) e acabou no dia seguinte (04). No dia 3 os donos da casa foram os felizardos, já no dia 4 foi a vez dos visitantes aprontarem. Confira agora os resumos das partidas que o Cabanas preparou para você:
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Azul Marinho, minha segunda pele

                 (Foto: Twitter/Umbro)


A estreia do Remo foi domingo nos gramados, mas será amanhã para muitos azulinos. A espera do novo manto, a ansiedade tem tomado conta. Mesmo que muitos já tenham visto algumas partes da nova camisa, a vontade de ter o manto colado no corpo é maior que tudo, aquela camisa significa que virá uma nova era.

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Carta ao Paysandu

(Fofo: Fernando Torres | @Paysandu)
Belém, 02 de Fevereiro de 2016

Excelentíssimo Paysandu Sport Club, hoje completas mais um ano da tua vida gloriosa, 102 anos para ser mais exata. Há 102 anos, foste criado para fazer história. Mas não foi dela que vim falar, não no dia do teu aniversário.
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Te juro amor eterno

(Foto: Divulgação)
Relacionamentos são sempre complicados, cheios de diferenças e idas e vindas. Seja com amigos, família ou namorados. Mas se tem um relacionamento que eu tenho certeza que é eterno, esse é com meu time amado.
Torcer não é só análise tática, corneta ou ficar conversando com os amigos sobre. Você se relaciona com seu time e às vezes mais do que com sua família. Afinal, quem nunca deixou de estar em um evento familiar ou até estar mas só de corpo presente, porque seu coração/alma/mente está naquele jogo?
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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A mulher e o futebol

Setor Alvinegro - Ceará (Foto: Divulgação)

Vamos começar com aquela frase clichê "lugar de mulher é onde ela quiser." Talvez fosse, talvez seja, realmente é.
O mundo mudou, cada vez mais vemos as mulheres se inserindo em lugares que antes eram considerados masculinos. No universo futebolístico, o número de mulheres tem crescido bastante. Seja jogando, assistindo, comentando ou torcendo. Mas infelizmente, parece que ainda vai demorar muito para que nós sejamos realmente “aceitas”. Parece que ainda vai demorar muito para uma mulher falar de futebol sem ter que ouvir piadinhas ou passar por um questionário. Eu amo de futebol e eu assisto a todos os jogos do meu time. Sei o que é impedimento e sei quem são titulares no meu time. Não, eu não sou raridade. E isso não é um milagre. Para ser sincera, existem centenas iguais a mim. Mulher no futebol é tão comum quanto esse seu preconceito.
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